29/07/2014

It’s my party and I cry if I want to | O que eu aprendi até aqui

Quem não me conhece pessoalmente ou, pelo menos, pelo Facebook não deve saber ainda mas... estou grávida! \o/! É por isso, que o blog tem ficado tão quietinho nesses últimos meses. 

Primeiro, eu não estava escrevendo porque estava lendo só coisas de gravidez e não queria que o mundo ficasse sabendo. Depois, confirmei em primeira mão que estar grávida consome o tempo de todas as suas células cerebrais e você realmente não pensa em mais nada. E, agora, estou chegando a conclusão que o bebê rouba os poucos neurônios que você tem e qualquer atividade, inclusive ler, escrever e ver televisão, se tornam tão difíceis quanto ler Guerra e Paz ou entender porque as pessoas se interessam tanto pela Kim Kardashian. 

Enfim, no final das contas, tenho lido pouco e escrever só quando sou obrigada. A não ser que sejam 2 horas da manhã e eu não consiga dormir e resolva contar um pouquinho, para a alegria de várias pessoas que sempre me perguntam, como é estar grávida pela primeira vez. 


Em uma palavra: Confuso.





Em muitas palavras...


Eu amo crianças. Quem me conhece sabe que eu não tenho nenhum problema em trocar fraldas, passar horas conversando sobre qualquer desenho e/ou me enfiar embaixo de uma mesa e fazer de conta que é um castelo. Também, nunca foi segredo que ser mãe sempre foi um objetivo de vida. E, tendo 31 anos, casada com um cara maravilhoso e com um emprego estável e legal, me encontrar grávida não foi surpresa nenhuma. 

Surpresa foi o pânico que senti. 

Assim que eu vi aquele resultado positivo, minha mão começou a tremer e meu corpo resolveu acompanhar de tal jeito que entrei em um banho quente pra ver se passava. Não passou. E, ainda tremendo, fui contar pro meu marido medroso que o maior medo dele ia se tornar realidade: a vida dele ia mudar irremediavelmente e não havia plano ou planilha do excel que fosse ajudar. E, para minha surpresa, ele não entrou em pânico. Sentados na cama do quarto de hóspede ele fez o meu pânico ir embora. Temporariamente. 

Eu, sendo a nerd que sou, tentei ler a internet inteira sobre o assunto em dois dias em que nenhum trabalho foi feito (sorry, boss). Foi aí que notei que a internet seria o meu principal problema nessa fase e em todas as outras que viriam depois dela. E, aí vem a primeira coisa que eu aprendi...


1) Informação demais realmente faz mal. 


Aprende-se muito rápido que se tratando de gravidez, parto e filho todo mundo tem uma opinião. E todas elas estão na internet. Ao ler tanta coisa, surgem três milhões de questionamentos sobre o que você está fazendo errado e como está fazendo errado. E isso vai dando aquela angústia, sabe? Fazer algo errado porque você não sabe o certo é uma coisa... Mas, todas as informações estão aí, disponíveis... errar se torna algo pesado porque você poderia saber, está logo ali. O difícil é entender, de verdade, que cada gravidez é diferente e que errar é inevitável. E mais, na dúvida, use a internet e mande um email pro seu médico, é bem mais seguro. Até o momento, fórum de grávidas na internet só serviu para alimentar minhas neuroses. 


2) Mas, informação é legal. 


Médico de plano de saúde no Brasil atende rápido. Isso é fato. Eu fui a algumas médicas até escolher a minha e em todas foi a mesma coisa. Estão disponíveis para tirar dúvidas e aconselhar no que você deve fazer. Mas, explicar o que acontece a cada semana, quando o bebê desenvolve tal e tal coisa... sei lá, talvez médico particular. Então, para isso, a internet é maravilhosa! O acompanhamento oferecido por diversos sites lhe dá uma sensação bem maior de contato com o bebê. Eu uso o BabyCenter e o WhattoExpect.


3) Respeite o seu tempo. 


Eu, fisicamente, não tive muitos problemas no início. Fiquei enjoada mas nem sequer cheguei a vomitar e, é claro, fiquei exausta por alguns meses (até agora, no caso). Mas, o que me bateu foi o psicológico. E eu demorei bastante tempo pra perceber isso. Eu sou uma pessoa naturalmente fechada. Eu não me abro emocionalmente com facilidade e não dou abertura para qualquer pessoa entrar. E, quando as pessoas descobrem que você está grávida é como se qualquer tipo de pergunta, de qualquer pessoa, se tornasse possível. Desde “como você está se sentindo?”, “Já enjoou?” até “seus peitos já cresceram?”. E, eu, sobrecarregada de emoções e pouco aberta naturalmente só queria me enfiar em um casulo e ficar lá até entender direito meus próprios sentimentos e sensações e poder responder as pessoas. Algumas patadas foram desferidas para pessoas que não mereciam e outras para pessoas que mereciam. E eu me sentia mal por isso, porque deveria estar feliz, certo? Deveria querer compartilhar, certo? Não. A única coisa que eu deveria ter feito era respirar fundo e não responder. Respeitar o meu tempo.  


4) Respeite o seu corpo. 


Em mim, a barriga não cresceu de primeira. Mas, meus quadris alargaram rápido e eu fiquei muito inchada (gases são foda na gravidez). Então, as pessoas sempre ficavam reparando e comentando a minha barriga que ainda era inexistente. Eu não me sentia grávida: me sentia gorda e desconfortável e várias pessoas não só ficavam reparando como insistiam em comentar achando que era outra coisa. Outras várias patadas foram desferidas (sorry, pessoas). Além do mais, eu tenho família fora que ficava pedindo (insistentemente) fotos. Eu tinha vontade de chorar toda vez que isso acontecia. Porque eu queria que eles participassem mas estava me sentindo tão esquisita na minha pele que mal conseguia me olhar no espelho... quiçá tirar uma foto e mandar para outra pessoa. 


5) It’s your party and you cry if you want to. 


Se respeite. Estar grávida pode ser a realização de um sonho. Pode ser o caminho para a realização de um sonho. Pode ser tudo o que você sempre quis. Mas, se qualquer pessoa chegar para você e dizer que é fácil, não acredite. Se qualquer pessoa (e muitas farão) disser que é normal, não acredite. Especialmente se for sua primeira gravidez. Absolutamente nada do que está acontecendo é normal para você. Nada. Você perde o controle sobre seu corpo, perde controle sobre sua vida e, especialmente, perde totalmente o controle sobre o que sente. E, não ache que não vai acontecer com você. Seus hormônios crescem em mais de 300% durante a gravidez, você realmente acha que vai sair incólume dela? Sabe de nada, inocente. Por todos os planos que fizer, por tudo o que achar que sabe, se respeite. Tire fotos da barriga, se quiser. Durma, quando quiser. E, principalmente, chore se quiser. Se sinta triste, se quiser. Cara, sua vida inteira tá mudando, você tá perdendo várias coisas, você tem várias restrições, vários medos, várias ansiedades. Você tem o direito de ficar triste quando quiser. Estar grávida é lindo. Mas, também é desconfortável e assustador. Então, se quiser chorar, chore. Não se sinta mal por isso, mesmo que ninguém te entenda. Eu tô com seis meses e ainda aprendendo essa parte. 


6) Na verdade, ninguém contou porra nenhuma. 


Você já teve amigas grávidas? Família? Então, elas não contaram um terço do que acontece. Especialmente, as coisas desagradáveis de verdade. Eu nem acho que é por maldade. É porque, sinceramente, se as mulheres se lembrassem da metade das coisas, ninguém teria o segundo filho. Antes dessa aqui nascer vou fazer um post só disso pra ficar pra posteridade. 


7) Não crie expectativas. 


Parece impossível mas é o que mais está me ajudando. Cada gravidez é diferente e, na prática, você tem muito pouco controle sobre ela. O parto então, me parece que não temos, de verdade, quase nenhum. Ele vai acontecer do jeito que tiver que acontecer. Então, se informar para poder decidir o que tiver que ser decidido é essencial. Mas, planejar cada minuto nos últimos detalhes e esperar que tudo ocorra de acordo com seu plano me parece uma receita perfeita para frustração. 


A maior verdade que aprendi até aqui é que você não sabe nada. 


Seu corpo não é mais o que era e não voltará a ser: qualquer conhecimento anterior que achava que tinha pode esquecer. Sua vida não é mais o que era e não voltará a ser: qualquer conhecimento/sonho/expectativa anterior que achava que tinha, pode esquecer também. A pessoa que você acha que é também mudará irremediavelmente. E não só quando seu filho nascer: agora. Você já começou a mudar agora. 

Não estou apenas me preparando para conhecer minha filha. Estou me preparando também para me conhecer. 

Quando a gente for formalmente apresentada, eu venho aqui falar um pouquinho dela também. Sabe, eu mesma, só que mãe. 

Até lá, ainda estou aprendendo a lidar com sentir fome o tempo todo, sono que não passa, azia que ataca no meio da madrugada e, especialmente, como ser mãe da minha Lia (e não explodir em mil pedacinhos de amor).  


19/02/2014

Unwind: Um bom começo | Neal Shusterman




Eu nem sei como esse livro veio parar na minha lista de “to-read”. Muito menos como ele passou da lista de “to-read” a ser um epub na minha pasta “Books”. Mas, acontece, que foi o que aconteceu.

Então, quando estava escolhendo livros para ler na viagem, calhou de ser um dos premiados a “Upload no Barney*”. E, ainda bem que isso aconteceu...

Unwind começa como a história de Connor Lassiter. Sabe, Connor não nasceu em uma época muito boa. Depois da guerra entre a galera pró-vida e a galera pró-escolha, um acordo foi feito: nenhuma gravidez poderia ser interrompida. Porém, entre os 13 e os 18 anos, se os pais assim decidissem, o adolescente poderia ser “unwind” ou desfeito. É isso mesmo. Os pais poderiam abortar retroativamente seu filho. Todas as partes deveriam ser separadas e doadas a outras pessoas que fariam “melhor uso” dela.

Falei que era uma época super legal. Só que não.

Especialmente porque, todo mundo sabe, adolescentes são estúpidos e só porque você é um adolescente estúpido não significa que você para sempre assim o será. E Connor é um adolescente estúpido. Mas, também, muito esperto. Porque ele descobre a tempo de conseguir fugir e se perder no mundo. E é quando ele encontra Risa e Lev. Outros dois adolescentes a caminho de serem desfeitos mas com histórias muito diferentes da sua.

Unwind, o primeiro da série, acompanha os três no primeiro encontro e na construção de uma história de amizade, de confiança, de resiliência e, especialmente, de busca pela verdade (a sua e a dos outros).

O livro é escrito por Neal Shusterman, que é geniozinho de séries YA meio ficções científicas. E, bem escrito ele é. Cada capítulo é narrado por um dos três personagens e é impressionante como a voz de cada um é diferente e se mantém pela obra. Tipo, nível “Game of Thrones”. 

O ritmo da história é bem interessante, misturando o que está acontecendo e o que aconteceu no passado para chegarmos nessa situação. Apesar de não ser uma leitura rápida o livro dá aquela fisgada boa. Tem algumas cenas bem fortes e considerando que o autor consegue realmente lhe levar pra dentro da história é um pouco perturbador.

É claro, o que mais me chamou a atenção foi a construção dos personagens. No começo rola aquela dúvida das intenções. Mas, ao final da história, nós entendemos a ação de cada um deles e porque eles fizeram o que acabaram fazendo. Que eu sempre acho bom... Porque senão fico pensando quem é louco: eu, o personagem ou o autor. Normalmente, chego a conclusão de que eu sou louca, o autor não é muito bom e o personagem é fictício. 

E, é claro, não podemos esquecer do argumento. Principalmente, se considerarmos que não é tão impossível assim. Dá aquela vontade de parar e pensar “Como seria?”, “O que eu faria?”.


E, quem quer começar agora, uma sorte: Neal demorou mais de 5 anos entre o primeiro e o segundo da série. Agora, ele entrou no ritmo. :)

07/02/2014

Novidades do meu coração | Gillian Flynn e sua psicopatia

Acho que já mencionei em outro post aqui no blog que não tenho uma fissuração muito grande por autores. Sabe, tirando livros da mesma série não tenho isso de ficar seguindo o que a mesma pessoa escreve.

A exceção é JK Rowling (claro), Shakespeare (que não vai escrever mais nada novo) e Agatha Christie (idem). Stieg Larsson também estaria nessa lista. Mas, ele também não vai escrever mais nada novo. Infelizmente.

Então, qual foi minha surpresa ao descobrir mais uma autora para a minha pequena lista de autores que leio tudo?

E olha que nem curti tanto assim seu primeiro livro.

Estou falando, para quem ainda não adivinhou, de Gillian Flynn. Ela é a autora do best-seller “Gone Girl” que bombou no ano passado. Também é autora de “Dark Places” e “Sharp Objects” que precedem seu grande sucesso.

Gillian Flynn parece ser uma boa moça. Ela tem 40 anos, é casada, tem um filho, pais que parecem ser normais, é bonitinha. E, ainda por cima, escrevia sobre séries de televisão. É difícil olhar pro rosto dela e imaginar que, provavelmente, sua outra personalidade é a de um psicopata.



Porque não é possível uma pessoa inteiramente normal escrever as coisas que ela escreve. Cada um dos seus livros é um estudo de personagens impressionante. E, não tem nenhum que, no fundo, não seja inteiramente psicótico. Especialmente, os protagonistas. Ou melhor dizendo, as protagonistas. A especialidade de Flynn parece ser mulheres más. E ela sofreu muitas críticas por isso especialmente de feministas – o que me pareceu muito esquisito, já que ela, de jeito nenhum, diminui as mulheres por isso. Pelo contrário, a maldade de suas personagens as coloca em níveis que, normalmente, só vemos em personagens masculinos.

Sua leitura não é “agradável”. Ela puxa os limites do que é socialmente aceito e transforma determinadas atrocidades em situações senão cotidianas, pelo menos, aceitáveis nos contextos apresentados. Ou seja, incomoda. Mas, é tão bem construído que você fica preso na narrativa enquanto lê e quando termina também.

Já li os três livros dela e aguardo ansiosamente os próximos. Tem uma resenha de “Gone Girl” aqui. Mas, os dois primeiros dela são muito mais legais. Não gostaria de escolher entre eles, mas “Dark Places” talvez seja meu preferido.


“Gone Girl” será transformado em filme com Ben Affleck e Rosemund Pike no papel principal (e o maravilho Neil Patrick Harris também está no elenco), deve sair esse ano. E, porque 2014 vai ser o ano da Gillian, “Dark Places” também, com um elenco surreal de bom composto de Charlize Theron, Nicholas Hoult e Chloe Grace Moretz. Empolgada, eu? Imagina!

27/01/2014

Prospectivas 2014: O que pode não acontecer. Mas a gente faz plano mesmo assim senão não sabe nem por onde começar...

Ah, 2014... Nunca te conheci.


 Você chegou e continuo sem te conhecer. Aliás, nem sequer vi quando você chegou.

Estava em um avião quando você chegou no Rio. Não vi. Estava em outro avião quando chegou nos EUA, onde estava. Quando acordei, já se passava mais da metade do seu primeiro dia... Na prática, você pode nem sequer ter chegado.

Esse ano, não fiz planos. Não fiz promessas. Não fiz expectativas. 

Mas... Eu sou assim. Se não faço um plano e crio uma expectativa, nem sequer levanto da cama. É por isso que esses posts estão saindo na última semana de Janeiro... O que vou tentar fazer é ser menos exigente. 

Que esse ano eu não conquiste o mundo. Simplesmente, conquiste minha agenda. Que tal?

E o que eu espero para o Blog? Quase nada...


1) Espero terminar a reformulação dele que comecei no ano passado. Aliás, esse é meu grande projeto desse ano. 

2) Espero escrever mais. Mas não resenhas o tempo todo. Tem livro que não tenho muito o que dizer. Então, espero escrever mais sobre o que é interessante pra mim. Em livros e fora deles também.

3) Espero manter meus compromissos. Com vocês, com outros, comigo mesma especialmente.

E só. Espero me divertir. Espero gargalhar. Espero relaxar. Que esse ano seja o “sem pressão”. A começar por mim mesma. 

Bom estar de volta, folks!

24/01/2014

Retrospectiva 2013: The Good, The Bad, The Awesome. No Uglies allowed!

Thumbs up! Versão 2013



O mais legal desse ano foi a falta de pressão... No primeiro ano do blog, rolou muita pressão interna para ler a quantidade de livros determinada no desafio. O que deixou o processo mais chato e, eventualmente, me fez cansar um pouco de estar aqui. Essa, foi a principal mudança em 2013 e continuarei a melhorar em 2014. As Letras é um lugar para eu me divertir e, especialmente, ler é a minha maior diversão.



Top 5 livros de 2013:


Não entram as releituras (RR).

1) Dark Places, Gillian Flynn
Eu queria colocar Dark Places e Sharp Objects aqui... Mas, acabei escolhendo Dark Places. Conhecer uma nova autora preferida é sempre bom e Gillian Flynn me surpreende a cada livro dela que encontro. Mal posso esperar pelo próximo. 

2) The Storyteller, Jodi Picoult
Jodi Picoult me irrita um pouco de  vez em quando. Histórias com muito sofrimento muitas vezes transformam um livro em uma fonte de tormento. Não é o caso desse. A história é interessante, os personagens mais ainda. Um livro que não é muito leve, mas, deixa aquele gosto bom nos olhos quando termina. 

3) Down Under, Bill Bryson
Não achei que seria possível me divertir tanto com um livro de viagem. Mas, foi isso que Bill Bryson me proporcionou. Não só me deixou “pumped” para a minha ida a Australia como me fez conhecer bastante de um lugar muito interessante.

4) Soulless, Gail Carriger
Essa foi um dos melhores livros de série que já li. Protagonista e personagens interessantíssimos em um cenário totalmente inovador. Fiquei encantada com Alexia e Maccon e mal podia esperar pelos próximos... O que não foi muito legal, porque a sequência da série é meio decepcionante.

5) Vampire Academy, Richelle Mead
Já Vampire Academy foi uma boa série a ser descoberta. Com uma protagonista adolescente adequada, e um sexismo mantido no mínimo – coisa rara em YA – o primeiro livro me empolgou bastante. As sequências até o momento se mantém interessantes mas são tantas que não sei se isso se suporta. A ver.


Thumbs down. Versão 2013

Infelizmente, apesar dos meus esforços, acabei me sobrecarregando e o blog sofreu. Não consegui manter as resenhas e os posts diversos e minhas próprias letras basicamente sumiram. Também não consegui manter meus compromissos com o Lembra daquela História? o que me chateou bastante. Mas, são aprendizados que levarei para 2014. Especialmente, tentar não morder mais do que consigo mastigar. 


Bottom 5 livros de 2013:



1) Bergdorf Blondes, Plum Sykes
Leitura leve, despretensiosa é uma coisa. Mas, para mim, Bergdorf Blondes chegou perto de nem sequer ser divertido. É tipo vácuo. Quase prefiro que ele tivesse sido ativamente ruim. 

2) Requiem, Lauren Oliver
Delirium, o primeiro dessa série, é uma das minhas distopias preferidas. Eu amei o argumento de um mundo onde o amor é proibido. Infelizmente, a autora pareceu esquecer de todas as coisas que faziam o livro ser bom bem no último. 

3) The Edge of Always, J.A Redmersky
Eu adorei “The Edge of Never”. Ele me virou para um novo gênero, achei os personagens interessantes e a história intrigante apesar de alguns problemas. “The Edge of Always” é a sequência. E, sinceramente, podia nem sequer existir. Os personagens se tornaram uns chatos e a história em si não tem propósito de estar acontecendo. 

4) Dead Ever after, Charlaine Harris
Ah, Charlaine… A série de Sookie Stackhouse começou tão bem, tão bem que virou uma das melhores séries de TV atualmente (mind you, a série também deu uma surtada). Mas, continuar a mesma história por muitos livros tem lá seus problemas e todos eles acontecem nessa a partir do oitavo livro: os personagens mudam de personalidade, a voz do autor se torna cansativa, e as histórias se tornam insípidas. Depois do oitavo foi só ladeira abaixo e culmina nesse último. É a prova que é preciso saber a hora do “chega”. 

5) Revelations, Melissa de la Cruz
A série “Blue Bloods” começa bem e não piora muito, até esse livro. Mas, eu até vou perdoar e tentar o próximo porque o problema desse volume é que ele se passa no Rio e a autora não fez NENHUMA pesquisa sobre a cidade. Honestamente, para quem não conhece pode até passar despercebida. Mas, eu moro aqui. Se você for falar mal da minha cidade, no mínimo, fale mal direito. 

Que em 2014 tenha muito das coisas boas e pouco das coisas ruins!

19/11/2013

Me enrolei TODA


É isso aí. Não tem muito jeito. Foi isso que aconteceu. Eu, simplesmente, me enrolei toda! Achei que fosse dar conta, achei que tudo poderia fazer. Óbvio que me enganei!

Entre o trabalho virar algo insano, fim das aulas do MBA, início das aulas de um curso de Direção de Arte (porque sou insana), projeto de final de curso, marido, casa, família, amigos, planejar uma viagem para dezembro, minhas séries e minhas leituras é claro que alguma coisa ia sobrar. E sobrou para as Letras. 

Mas, don't be sad, as leituras continuam. O que significa que as Letras também. E, logo, logo, elas voltarão a aparecer por aqui. 

Promete não esquecer de mim? 


13/09/2013

The Cuckoo's Calling | O livro da J.K Rowling que ninguém sabia que existia



Como assim tinha mais um livro dela? Quando ela escreveu? Como? E será dela mesmo?

E, um belo dia de Julho, do nada, cai como uma bomba a notícia de que J.K Rowling escreveu um livro. E EU NÃO TINHA LIDO

É claro que sai correndo, desesperada, tentando achar para começar. E tava difícil. Já contemplando o retorno da saga de "Casual Vacancy", fui salva pelo Rafa, do Lembra. Ainda bem. 

Bom, um pouco de backstory... no início desse ano Rowling lançou um livro policial sob o pseudônimo Robert Galbraith. O livro não teve uma estratégia agressiva de lançamento e parece que estava sendo mais difundido no boca a boca mesmo. As críticas estavam boas e parecia somente que o mundo havia ganhado mais um bom autor iniciante. Show de bola. 

Até que, a partir de um tweet, seu segredo foi descoberto. Um dos advogados de Rowling falou em confidência para uma amiga que ela era Galbraith. E essa amiga não era tão confiável assim. 

Logo depois que ela foi descoberta a grande suspeita era de que tudo tenha sido um grande plano de marketing. Mas, sempre achei difícil. Afinal, não tem como ela vender mais livro do que usando seu próprio nome...

Algumas fontes sobre a história:




Tem Harry no livro?


Cormoran Stryke é um detetive particular e sua vida não está lá muito boa: se separou de sua namorada pela enésima vez, seu escritório particular de investigações não está dando lucro e, agora, ainda por cima ele tem que lidar com uma secretária temporária que a agência esqueceu de cancelar e agora está ocupando sua sala.

Até que o irmão de uma modelo famosa que cometeu suicídio resolve contratá-lo para provar que a história é bem mais profunda do que todos os tablóides poderiam imaginar. 

Em sua investigação, Stryke se vê envolvido no mundo da fama e do dinheiro onde todo mundo mente como se estivesse respirando. 

Será que ele vai, realmente, descobrir o que aconteceu com Cuckoo?

Tudo ótimo, mas esqueceram de editar o livro.


Antes de mais nada, é bom responder algumas questões: não, não tem nenhum Harry no livro. E, sim, ela escreve pra cacete. Já faz algum tempo que a proeza literária de Rowling não é mais posta em cheque. Mas, essa confirmação é sempre boa. 

Dá pra perceber que o livro é dela. Claro, uma vez que se sabe disso, dá pra notar as nuances e sua "voz". O que é bem interessante. 

Mas, talvez ser um livro de Rowling talvez tenha seu lado ruim... Eu já me perguntei algumas vezes se os editores não acabam se esforçando menos em livros de autores muito consagrados e, especialmente, os que já são conhecidos por escreverem bem. Como se não houvesse muita necessidade. E esse livro reforçou essa questão na minha mente...

Livros policiais/detetive costumam ter dois lados: a história e investigação do crime e a vida pessoal do protagonista e como ele a equilibra com a profissão. Normalmente, o foco costuma ser maior na investigação, no mistério. E a vida pessoal serve como background, dando apoio para as motivações dos personagens. 

Esse livro é totalmente inverso. É meio como se ela usasse o caso para explorar o que acontece e aconteceu com seus personagens. O que, com certeza, foi muito pensado por ela. Não acho que foi sem querer. O que acho, em termos da edição, é que ela PERDE A LINHA na exposição. Não é um livro curto e passamos páginas e mais páginas e mais páginas envolvidos com o passado do protagonista e páginas e mais páginas com as reflexões dos outros personagens (especialmente Robin, a assistente) sobre o protagonista. 

O que cansa um pouco...

...mas, de certa maneira funciona. 


Essa quantidade de exposição me irritou no começo e isso ficou marcado. Mas, quando já estava no final, estava tão interessada na vida daquelas pessoas quanto o que aconteceu com Cuckoo. E, aí está a maestria de Rowling. Porque eu nem sequer percebi. 

E, quando terminou, percebi o quanto sentiria falta deles. O desenvolvimento é tão gradual, tão espontâneo durante a leitura que, no final, realmente não importa tanto o mistério de Cuckoo e sim quando teremos o próximo livro de Cormoran Stryke.  

E como livro policial?


E, além de personagens maravilhosamente desenvolvidos, o mistério é legal. As dicas são dadas com parcimônia e de forma discreta. É preciso prestar atenção nos detalhes. É claro, qualquer bom leitor de Harry sabe que esse é o verdadeiro talento de Rowling, criar uma rede intricada de detalhes que, no final, expõe uma figura clara na mente do leitor sem que ela precise desenhar pra eles. 

Inclusive, uma das resenhas que li (desculpe, não me lembro mais onde) fez uma comparação desse livro com Harry e apresentou uma teoria interessante. A teoria atesta que todo os livros de Harry são em si um whodunnit - uma história, com um mistério central, que deve ser solucionado e, normalmente, possui um culpado claro. 

Eu nunca tinha visto por esse lado e concordo inteiramente. Uma forma muito interessante de analisar porque, na verdade, não é impressionante ela ter resolvido fazer uma obra dessas. 

A opinião da Jo...


É tão difícil largar a fan girl  que existe dentro de mim... Mas, devo sinceridade. O livro é um excelente mistério, com personagens muito bem construídos. Ele é divertido, algumas vezes engraçado e supreendente.

Mas, como demora pra engrenar. Eu não demorei 16 dias por ter ficado ocupada (apesar de ter ficado ocupada), me atrasei mais por ser tão difícil ultrapassar determinadas partes dele! Algumas exposições longas sobre passados e motivações fazem a história se arrastar. E, o fato dela não conseguir criar a mesma empatia ao crime que ela faz ao detetive deixa o mistério morno. Apesar de ser muito bem bolado. Eu demorei um pouco pra perceber o que realmente aconteceu na fria noite em Cuckoo voou pela sua janela. 

Vale a pena a leitura? Com certeza absoluta. Afinal, é Rowling, né?

E a fan girl ganhou no final!

Sobre a autora: 




J.K Rowling é uma deusa e escreveu Harry Potter e The Casual Vacancy. Ainda por cima é inglesa. Mas, não seria tão bonita se não fosse rica. Eu acho. 







Onde comprar:


Saraiva, por R$49,90
Cultura, por 59,90
The Book Depository, por US$21,50
Kobo Books (eBook), por R$38,59


Por coincidência, a editora Rocco (a editora de Harry Potter), comprou os direitos para publicação de "The Cuckoo's Calling" sem saber que era de Rowling (Será?!). O livro ainda está sem data de publicação. 

30/08/2013

Minha Vida com Harry



Eu e o Rafa do Lembra daquela História? fizemos um post duplo contando porque Harry Potter foi essencial nas nossas vidas. 

Foi uma experiência bem legal. Acho que nunca tinha parado para pensar muito em qual foi a verdadeira contribuição do bruxinho na minha vida.

Aqui está a minha parte. 

Para ler a combinação do meu post com o Rafa:  http://lembradaquelahistoria.blogspot.com.br/2013/07/31-de-julho-data-que-esta-em-nossos-coracoes.html



É comum ouvir entre os fãs de Harry Potter histórias de como Harry foi importante porque ensinou que ler é divertido. Que Harry foi quem abriu as portas para outras séries, outras leituras. Não foi isso que aconteceu comigo. 

Eu sempre gostei de ler. Não tenho nenhuma memória da minha vida que não tenha algum título ou autor extremamente relacionado. Sempre gostei de séries e livros grandes nunca me assustaram. Eu sou aquela menina que se lembra da felicidade de aprender a ler só porque significava que não ia mais precisar da ajuda de outros para encontrar histórias. Eu sou a criança que achava que brincar era ficar em casa lendo. Eu sou a adolescente que deixou de sair para terminar um livro (tá, vamos ser sinceros e dizer que isso não aconteceu MUITAS vezes). E eu sou a adulta que, não só lê o tempo inteiro como ainda usa seu tempo livre para escrever sobre livros. 

E, Harry existindo ou não isso não seria diferente. 

Mas, Harry mudou a minha vida também. E, por mais que eu tenha sim ficado na fila para comprar assim que cada um saía em inglês. E, por mais que eu tenha lido os três últimos com voracidade suficiente para terminar em menos de uma noite, Harry não mudou a minha vida literária. Harry mudou a minha vida. 

Além de todos os aprendizados inerentes ao livro: ser corajoso, ser leal aos seus amigos, acreditar em seu potencial, acreditar nas coisas que estão na minha cabeça e muitos, muitos outros, Harry me deu a minha irmã.

Não, não é uma grande amiga que virou tão próxima que é quase uma irmã. É minha irmã de verdade. A caçula, 3 anos mais nova do que eu. Assim que eu li o primeiro, coloquei em suas mãos e a obriguei a ler. Ela não era uma grande leitora. Mas leu. E gostou. E nunca mais parou de ler. Ela se formou em letras e tem uma paixão por literatura infanto-juvenil que ultrapassou a minha. E, ao dividir o Harry com ela, aprendemos a dividir nossas vidas. 

Ao ler o Harry em poucas horas, não só matava a minha curiosidade. Lia rápido porque ela era a próxima e quanto mais rápido ela lesse, mais rápido poderíamos discutir sobre o assunto. E quantas noites passamos discutindo os acontecimentos e as previsões do que ia acontecer? E quantas vezes dividimos nossos trechos preferidos e nossas frustrações? E quantas vezes as discussões sobre Harry não se tornaram conversas sobre nossos próprios medos, frustrações e previsões?

E depois dessa primeira vez, nunca mais paramos de trocar. Ela me deu Austen, eu dei Hunger Games. Ela me deu Percy e eu dei Divergent. Eu dei Shakespeare e Crepúsculo. Ela me deu Nárnia. Eu dei um medo e ela me deu coragem. Ela me deu um problema e eu dei a solução. E toda vez que eu pego um livro ela é a primeira pessoa que penso. E tenho certeza que o inverso também acontece.

Sim, talvez a gente pudesse ter tudo isso sem o Harry. Mas, por causa do Harry com certeza nós temos. 



Não deixe de conferir a versão completa. 


18/08/2013

Sweep: Changelling, The Calling, Strife | Não é que pode melhorar?





















O mais legal desse livro é que, finalmente, começa a rolar uma dúvida sobre Morgan. A minha grande reclamação nos últimos livros é que rolava toda uma preocupação mas nenhum motivo concreto para ela. Agora, nós temos um motivo concreto. 

O melhor é que esses livros são bem curtinhos. Então, cada um é basicamente parte de uma história e os três juntos somam um livro só.

Então, o que aconteceu para mudar sua opinião?


Em "The Calling" a galera toda vai para Nova York atrás de pistas sobre a maldição Woodbane. Aparentemente, existe um grande grupo deles lá que faz o mal. E, porque um grupo de adolescentes é quem vai atrás disso, é pergunta para outro momento. 

Enfim, eles chegam lá, várias DRs acontecem entre os casais e entre Morgan e Robbie. Robbie acha que Morgan está abusando de seus poderes e começa a ficar meio bolado. E, agora, com certa razão. Bom, adiantando a história, eles acham o coven que estão atrás, Morgan dá uma de idiota (claro) é sequestrada e Hunter quase morre indo salvá-la. 

Mas, nessa confusão toda, um segredo é revelado. Morgan não é filha de Angus - marido de sua mãe nos EUA - e sim, de Ciaran. Considerado um dos grandes bruxos ainda vivos, Ciaran é o "chefe" do coven Woodbane Amyranth, que não é lá muito bonzinho e é conhecido por sua magia negra e pela pouca consideração ao roubar os poderes de outros bruxos. 

Eles também conhecem Killian nesse livro que, aprendemos depois, é meio-irmão de Morgan e filho de Ciaran. 

Já em "Changeling" Morgan tá como, boladona em saber que tem sangue ruim correndo em suas veias. E a perspectiva de passar se torna quase nulo quando um membro do Conselho Internacional das Bruxas pede ajuda dela para prender Ciaran. Se Morgan não ajudar, eles acreditam que Amyranth jogará a "onda negra" (magia capaz de destruir todo um coven de uma só vez) em sua cidade, potencialmente matando todo mundo que ela conhece. 

Sem muita saída, Morgan tenta se aproximar de Killian e usá-lo para conseguir contato com Ciaran. Seu plano dá certo. Mas, o que não era esperado era o quanto Morgan se sentiria atraída por seu pai e os poderes que ele pode ensiná-la. 

No embate entre seu lado bom e o mal, Morgan acaba por descobrir um poder oculto e, no processo, descobre o "verdadeiro nome" de seu pai. Algo que pode ser usado para controlá-lo totalmente. 

Ah, e nesse livro Morgan termina com Hunter. Sem nenhum motivo aparente, basicamente.

Agora, chegamos em "Strife". Aqui, a grande questão é a relação entre Morgan e sua irmã, Mary K. Lá nos idos dos primeiros livros, Mary K foi sequestrada por bruxos do mal. Presenciou algumas coisas barra pesada mas foi incentivada a esquecer por mágica. Nesse livro ela se lembra de tudo e, é claro, fica cheia de medos e apreensões por esse mundo que sua irmã se meteu. 

Para piorar a situação, coisas muito ruins começam a acontecer ao redor de Morgan e todo mundo acha que os poderes dela estão fora de controle. Uma bruxa do conselho é chamada para ajudá-la. Mas, no final, é decidido que o melhor é "amarrar" os poderes de Morgan. 

No final do livro, ela e Hunter se reconciliam. Mas, Hunter descobre pistas de onde estão seus pais e tem que ir embora. 

Vou pular direto para opinião da Jo...


Como as descrições ficaram muito grandes para um post de blog, resolvi pular para minha opinião. 

De modo geral, esses livros começam a melhorar a série como um todo. A velocidade da história é maior, com mais acontecimentos. 

O desenvolvimento dos personagens é finalmente mais coerente. O grande problema dessa série foi finalmente solucionado já que conseguimos ver Morgan escolhendo o mal. Para depois, é claro, escolher o bom. 

Se conseguiu chegar até aqui, pelos menos, ganha-se esperança de continuar lendo a série e não morrer de tédio.

Sobre a autora:

Cate Tiernan é o pseudônimo de Gabrielle Charbonnet. Cate Tiernan nasceu em New Orleans e já morou em Nova York. Sua carreira começou como assistente na Random House, onde publicou seus primeiros livros infantis e ajudou a editar o sucesso "The Secret Circle", de L.J Smith. Entre livros próprios com seu nome, pseudônimo e os que escreveu como ghost writer, são mais de 75 livros. Suas séries mais conhecidas são "Sweep", "Balefire" e "Immortal Beloved".






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07/08/2013

Bergdorf Blondes | Um livro para nada


Nem sempre eu me lembro de onde veio a indicação para ler determinado livro... Não é o caso desse. Esse foi indicado pela minha chefe. Então, tenho que tomar muito cuidado com que escrevo. rsrsrsrsrs. 

Ela disse que era um ótimo livro para relaxar e não pensar em nada. 

E acertou em cheio. 

A história...


Para começar em nenhum momento descobrimos o nome da narradora. Ela é apenas conhecida como moi e, por causa de uma amizade de infância, vive uma vida de luxo junto a alta sociedade Nova Iorquina. 

Entre convites para chás de bebês de alto nível, mais roupas de marca do que é decente mencionar e sua melhor amiga - uma herdeira considerada a "princesa" de manhattan - Moi até se sente por cima. Até seu noivo, publicamente, abandoná-la. É quando entra em uma enxurrada de roubadas, mentiras e confusões ao buscar um novo amor. 

Mas, será possível encontrar a felicidade cercada de pessoas que acham que o segredo para ser feliz é ser convidado para a promoção exclusiva da Van Cleet e Arpels ou sentar na primeira fila de um desfile de moda?

E por que é diferente?


Esse é um chick-lit bem básico. Mocinha começa a se descobrir ao terminar um relacionamento, se mete em um monte de confusões até encontrar a pessoa que é perfeita para ela. 

Mas, apesar de não ser lá tão original, ele tem algumas diferenças. Para começar, a protagonista. Ela é engraçada e sua voz tão bem estruturada que é capaz de levar com facilidade para outro mundo. E esse outro mundo é que é a verdadeira diferença entre esse livro e tantos outros tão parecidos. 

Plum Sykes, a autora, foi criada nesse mundo de socialites e ricos/famosos de Nova York. E, por isso, ela consegue não só dar uma visão bem interessante de como é esse mundo como também promover uma sarcástica análise das vantagens e desvantagens de ser uma pessoa "normal" vivendo essa vida. 

Mas dá para ser só um pouquinho menos burra?


E, seria muito mais interessante se a protagonista não fosse inteiramente imbecil. Para enfiar Moi nas roubadas que geram toda a comédia do livro, a autora teve que limitar o intelecto de sua protagonista ao mesmo nível de uma porta. 

O que não teria problema nenhum se não ficasse um pouco cansativo depois de um tempo. É como se ela não aprendesse. E, o mais legal de acompanhar em um chick lit é o desenvolvimento das personagens, quando elas começam a perceber as atitudes que não são delas e começam a agir de maneira mais honesta com sua identidade. Porque é aí que as conhecemos e nos identificamos. 

Ou seja, se ela começasse burra e fosse ficando mais esperta, tudo bem. Mas, ela se mete em furada atrás de furada que qualquer pessoa com meio neurônio já teria ficado mais ligada para não cometer o mesmo erro. E ela vai até o fim assim. Aliás, mesmo no fim, não dá para perceber se ela aprendeu ou não algo com tudo o que viveu. 

A opinião da Jo


A história é bem legalzinha, o mundo que é apresentado bem interessante e a voz é super divertida. Porém, o quase zero de desenvolvimento de personagem e a total falta de estímulo para uma identificação com ela quase matam o livro. 

Como bem disse minha chefe, é um livro para que não tá afim de pensar. Nem sobre o que está lendo. 

É um bom livro pro avião, pra quando você tá indo passar uma semana na praia sem mais nada pra fazer a não ser ficar deitada no sol. Mas, mesmo pra isso, existem títulos melhores. 

Indico se for emprestado. :)

Sobre a autora:








Victoria Sykes, é uma escritora sobre moda, autora, jornalista e socialite de Nove York. "Plum" é um apelido de infância. Além de Bergdorf Blondes, Plum Sykes escreveu outros livros mais ou menos com o mesmo tema. 





Vai mesmo comprar? Tudo bem...

Esse livro foi lançado no Brasil, com o mesmo título, pela Bertrand Brasil

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